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...Saindo do tal hotel,
tive uma das maiores surpresas dessa viagem, encontrei uma pessoa que
fez parte do meu jovem passado. Uma ex-namorada chamada Maria, tinha
sido um grande amor da minha juventude, quase casamos, quer dizer não
sei bem se ela sabia disso, mas eu pensava sim em casar, e isso com
apenas 21 anos de idade.
Para alguém que
precisava descansar, por ordens médicas, essa viagem não estava
funcionando muito bem, primeiro o incidente do marido enciumado, agora
essa estrutura irrisória dos hotéis da cidade. E agora essa um fantasma
do passado. Esse pobre coração não vai
agüentar
muito desse jeito.
Ela estava linda, com
cabelos louros e cumpridos, magra e mais madura. Já perceberam como as
Ex-namoradas, melhoram depois que deixam agente. Deve ser por vingança.
Só pode ser...
Quando me viu, abriu um
sorriso que me deixou animado.
- Até que não vou me
dar tão mau - Pensei.
- Quer surpresa boa te
encontrar por aqui - exclamou vindo em minha direção com um sorriso que
provava ser sincera sua afirmação.
- Ótima surpresa
- Tenho tantas
novidades para te contar, mas estou atrasadíssima para uma reunião, sou
diretora de marketing de uma rede de hotéis.
- Que bom, meus
parabéns.
- Vamos nos encontrar
hoje à noite jantamos juntos
- Claro
- Estou nesse hotel,
que tal às 20h?
- Tudo bem, eu estou em
outro hotel, mas passo aqui às oito.
- Foi um prazer - se
aproximou me dando um beijinho no rosto, seu perfume impregnou minha
mente por pelo menos 04 horas.
- O Prazer foi
todo meu.
Ela se virou e caminhou
até a recepção do hotel, ela estava melhor do que nunca, um belo exemplo
de como a idade faz bem para algumas mulheres. Seu único defeito de
juventude, era linda, mas não tinha muito charme nem elegância, sumiu
com os anos. A idade trouxe charme e elegância, mantendo o frescor da
beleza.
Fui para outro hotel e
depois de um stress, característicos de quem chega a um hotel sem ter
reserva consegui um quarto, sem janela e sem tv, mas tinha uma cama e um
chuveiro, se bem que o chuveiro só funcionou depois da inconveniente
visita de um rapaz, encarregado da manutenção do hotel, que parecia
estar na profissão errada, o negócio dele devia ser relações públicas, o
cara gostava mesmo é de falar. E eu não conseguia me concentrar no que
ele falava, só pensava em Maria e em nosso jantar. Fato que tornou nossa
conversa objeto de estudo semiótico.
Quinze para às oito,
banho tomado, camisa passada na lavanderia do hotel, um pouco de perfume
e muita esperança, cheguei ao hotel de Maria, adiantado, é muito
deselegante se adiantar num encontro romântico como esse. Assim fiquei
do lado de fora. Aproveitei e liguei para Lurdinha. Minha mulher
Não vou descrever o
diálogo, mas posso garantir que nunca fui tão gentil, provando mais uma
vez, que os homens são melhores quando traem, eles ficam mais atenciosos
e tolerantes. Se seu marido é um pé no saco, pode ficar
tranqüila,
ele não está pulando a cerca.
Oito em ponto vou
entrar.
Continua |