- L
I V R O S
-
Mulheres
-
Invisíveis
-
- C
O L U N A S
-
Papo Cabeça
-
O Homem Sedentário
-
-
BUSINESS
-
Marketing
-
Cultura
-
- T
E X T O S
-
Cinema
-
Teatro
-
Literatura
-
Baladas
-
-
BLOG´s Legais
-
Clarah
Averbuck
-
Gerald
Tomas
-
Allan Sieber
-
Marcelo
T A S
-
-
BLOG´LÓQUIOS
Compre Meus Livros

|
|
PAPO CABEÇA
por Cacá Fernandes
Coluna Mensal num pequeno jornal
de Arujá, que circula nos condomínios da Região. Podendo discutir
qualquer tipo de assunto, o lema é liberdade de expressão e sempre tive liberdade para escrever o que me viesse a cabeça.
ABRIL
|

|
| |
|
Corra gente Corra!
Pra quê? |
|
Confesso que cansei! ...de correr, de
trabalhar, de pensar... Mas não quero falar do meu cansaço e sim de
alguns fatos que venho reparando em nossa tão corrida sociedade.
Todos ouvimos falar muito do “stress” da
vida moderna, da correria, do ritmo frenético da era da informação.
BláBláBlá. Trabalhamos demais, estudamos demais, corremos demais, mas
para quê? Você já se fez essa pergunta?
Não vim aqui propor nenhum tipo de vida
new-hippie, nem nada que o valha, mas quero colocar em xeque algumas das
certezas desse “runway way of life”.
Por exemplo, você já reparou como as pessoas
trabalham duro para ter uma casa com piscina, mas esse trabalho não as
deixa aproveitar essa piscina. O que eu proponho é que se analise
profundamente, quantas horas de trabalho esse luxo vai custar e se essas
horas não farão com que você não usufrua desse pretendido luxo.
Não tão antigamente assim você admirava
aqueles que pareciam trabalhar o tempo inteiro e não tinha tempo para
nada. Hoje uma pessoa com essas características não é vista com bons
olhos. A inveja paira sobre aqueles que detêm todos esses luxo e
conseguem praticar seu esporte preferido todas as manhãs, conseguem se
deliciar com refeições em seus restaurantes preferidos. E têm tempo para
passar com a família, esse é o ideal a ser seguido hoje. O luxo hoje é
ter tempo.
Será que não vale a pena deixar de trocar de
carro todo ano para poder jogar tênis todas as manhãs? Trocar o relógio
suíço por um banho de piscina com seus filhos ou netos? Vender a casa de
campo ou de praia e ir viajar para qualquer lugar do mundo, sem as
despesas e o trabalho de manter uma propriedade dessa?
O pensador moderno Domenico de Masi, já
discursou sobre esses temas no seu ótimo livro “O ócio criativo” lançado
com louvores em 2001. Para De Masi, assim como a riqueza, o trabalho
deve ser melhor distribuído, o que ele chama de "proposta de
felicidade". Em outras palavras, já que o trabalho como o conhecemos -
categoria sócio-filosófica fundamental - tem sido substituído pela
tecnologia, a humanidade pode e deve se preocupar com o trabalho
criativo, utilizando o próprio ócio como fator determinante de
criatividade. Para ele, a globalização que já se consumou nos planos
políticos e econômicos, passando agora para o psicológico, deve criar um
novo tipo de modelo econômico que seja uma alternativa para o comunismo
e o capitalismo.
Ninguém ainda descobriu a fórmula do equilíbrio entre essas coisas. Nem
tenho a pretensão descobrir, mas se eu conseguir que você, leitor, perca
alguns minutos apenas refletindo sobre sua vida já estarei realizado.
Que isso não pareça uma tentativa de melhorar sua vida, Todos sabem da
minha aversão pela “auto ajuda” tão em voga hoje em dia. Provavelmente
vai piorá-la e trará mais uma angústia para ela, pois toda vez que você
se pegar trabalhando até mais tarde vai se penitenciar. Mas é que eu
realmente acredito que é melhor sofrer sabendo, refletindo e enxergando
a realidade da sua vida, do que viver na ignorância. |
| |
| |
Cinema
CACHÉ
de Michael Haneke (França/ Áustria/
Alemanha/ Itália, 2005).
Sucesso no festival de Cannes causou
histeria por ingressos em todos os festivais que passou. Ninguém
entendeu direito por que não foi o escolhido pela França para concorrer
ao Oscar. Georges (Daniel Auteuil), que apresenta um programa de TV
sobre literatura, começa a receber vídeos com imagens suas e da família.
E ele não faz idéia de quem está enviando. Gradualmente, as filmagens
começam a ficar mais íntimas, sugerindo que o chantagista conhece
Georges há um tempo. Ao mesmo tempo em que as ameaças aumentam, a
política se recusa a ajudar a desvendar o mistério. Estréia prevista
para o dia 21 de abril. |
 |
| |
| |
|
O Plano perfeito
de Spike Lee
(Inside Man, 2006 - EUA)
Novo filme de Spike Lee, mostra que o
diretor americano está em plena forma e conseguiu fazer uma dos filmes
de ação (assalto a banco) mais interessante dos últimos tempos Os
detetives Keith Frazier (Denzel Washington) e Bill Mitchell (Chiwetel
Ejiofor) são chamados até o banco Manhattan Trust, em Wall Street, onde
50 pessoas são feitas de reféns por quatro assaltantes, liderados por
Danton Russell (Clive Owen). Spike Lee mostra incrível habilidade com a
trama e para criar um clima único, apesar de bem característico do
cinema noir. |
 |
| |
| |
|
QUE EU FIZ PARA MERECER ISTO?
de Pedro Almodovar
(¿Qué He Hecho Yo Para Merecer Esto!!, Espanha, 1984)
Novo filme de Pedro Almodóvar. Quer dizer
o filme é velho mas é novo nos cinemas brasileiros pois nunca havia sido
lançado por aqui. Glória (Carmem Maura) é uma dona de casa infeliz em
seu casamento com Antônio (Ángel de Andrés Lopez), um motorista de táxi
grosseiro. Viciada em remédios para dormir, ela entra em fase de
abstinência, perde o controle e num ato de desespero mata o marido. O
que acontece depois parece uma sequência de pesadelos, bem ao estilo do
neo-realismo italiano que influenciou o diretor Pedro Almodóvar. |
 |
| |
|
| |
|
| Livros |
|
| |
|
Ócio Criativo
de Domenico de Masi, (2001 editora Sextante).
Insatisfeito com o modelo social centrado na idolatria do trabalho, ele
propõe um novo modelo baseado na simultaneidade entre trabalho, estudo e
lazer, no qual os indivíduos são educados a privilegiar a satisfação de
necessidades radicais, como a introspeção, a amizade, o amor...
“O ócio pode transformar-se em
violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também elevar-se para a
arte, a criatividade e a liberdade. É no tempo livre que passamos a
maior parte de nossos dias e é nele que devemos concentrar nossas
potencialidades.” |
 |
|