L I V R O S
Mulheres
Invisíveis
 
C O L U N A S
Papo Cabeça
O Homem Sedentário
 
BUSINESS
Marketing
Cultura
 
T E X T O S
Cinema
Teatro
Literatura
Baladas
 
BLOG´s Legais
Clarah Averbuck
Gerald Tomas
Allan Sieber
Marcelo  T A S
 
BLOG´LÓQUIOS

 

Compre Meus Livros

      

   

 
PAPO CABEÇA

por Cacá Fernandes

Coluna Mensal num pequeno jornal de Arujá, que circula nos condomínios da Região. Podendo discutir qualquer tipo de assunto, o lema é liberdade de expressão e sempre tive liberdade para escrever o que me viesse a cabeça.

 

OUTUBRO

Do que Orlando me disse

Nada melhor do que ir ao teatro e ver uma obra que faz você repensar sua vida, seus valores. Foi o que aconteceu comigo ao assistir a peça "Do que Orlando me disse", que estreou dia 19 de agosto, com a atriz Paula Picarelli. Livre adaptação do romance de Virgínia Woolf, o espetáculo retrata a trajetória de um amante da literatura que atravessa os séculos em busca de si mesmo. A montagem conta com uma atriz, um piano, projeções em vídeo e traz reflexões da atriz num diálogo com a obra da escritora inglesa.

“Do que Orlando me disse” é a fantástica história de um nobre inglês, nascido no séc. XVI, que se transforma em mulher e atravessa o tempo até chegar aos dias de hoje. O espetáculo retrata a vida do misterioso personagem que transita entre estados de paixão e contemplação, masculino e feminino, consciência e inconsciência. Cenas compostas pelo mais profundo reflexo espiritual e outras que trazem a objetividade do mundo dos acontecimentos: festas, viagens, carros e livros por escrever.

A paixão pela escrita, leva Orlando a reflexões sobre as relações entre a obra de arte e o artista, a fama, a morte, o amor e a realidade. Assim como o livro, a peça busca o fluxo de consciência e dos acontecimentos para viver essa história com alegria, poesia e fantasia, sem deixar de lado a transgressão que transformou Virgínia Woolf numa das mais importantes escritoras do século XX.

Virgínia Woolf, que se suicidou em 1941, é um dos grandes nomes da literatura inglesa do século XX. Sua variada produção literária inclui romances e peças de teatro, tais como: The Voyage Out (1915), Dia e Noite (1919), Mrs. Dalloway (1925), que deu origem ao longa-metragem As Horas (2002); Rumo ao Farol (1927); Orlando (1928); As Ondas (1931); Os Anos (1937); Entre os Atos (1941). Seu trabalho começa com parâmetros relativamente convencionais e passa por uma representação experimental, como forma de retratar a expressão livre.

A atriz Paula Picarelli ficou conhecida por sua atuação na telenovela “Mulheres Apaixonadas” de Manoel Carlos na TV Globo, onde interpretou a personagem Rafaela e ganhou os Prêmios Qualidade Brasil pela importância social da obra e Vídeo Show Atriz Revelação. Atuou também na peça “Bartolomeu, que será que nele deu?”, da mesma diretora Georgette Fadel, e na peça “O Ponto de Partida” de Gianfrancesco Guarnieri. Em cinema participou como protagonista do filme “Foliar Brasil”, de Carolina Paiva, que tem estréia prevista para o final de 2005, e do curta metragem “História Interrompida”, de Clarisse Lispector com direção de Roberto Talma, 1998.

A atuação segura e inspirada da atriz faz com que o texto seja absorvido pelo público sem maiores traumas, a peça começa num tom mais experimental, mas a trilha sonora, o figurino (muito eficiente e adequado) e, principalmente, a qualidade do texto e da adaptação que a diretora e a atriz desenvolveram, vai cativando esse público e fica explicita a empatia que a atriz consegue provocar nesse público e que, ao final da peça, está totalmente envolvido com o drama daquele personagem e porque não dizer em contato direto e íntimo com seus próprios dramas.

Ficha Artística da peça - Autor: Virgínia Woolf; Livre adaptação: Paula Picarelli e Georgette Fadel; Direção: Georgette Fadel; Atriz: Paula Picarelli; Direção musical e pianista: Manuel Pessoa de Lima; Direção de vídeo: Professor Puma; Direção estética e figurino: Marcos Nasci; Cenário: Simone Ribeiro; Preparação Corporal: Cecília Gobeth; Preparação Vocal: Luciana Paes de Barros; Iluminação: Aline Santine; Assistência de Vídeo: Fernando Fraiha e Estela Lapponi; Operação de luz: Maurício Shita; Adereços: Simone Maggio.

Fique de olho pois a peça deve voltar aos palcos ainda este ano. Não perca essa nova oportunidade..

 

Filmes

AS HORAS, (The hours, EUA, 2002).

O filme de Stephen Daldry conta três histórias sobre três mulheres em tempos diferentes. A primeira história é sobre a própria Virginia Woolf (Nicole Kidman - Oscar de melhor atriz) que, em 1923, escrevia Mrs. Dalloway e lutava contra uma forte crise de depressão e idéias de suicídio. Na segunda história, Laura Brown (Julianne Moore - em grande forma) é uma dona de casa grávida na Los Angeles de 1949. Ela planeja uma festa de aniversário para seu marido, mas começa a ler Mrs. Dalloway e não consegue mais parar. Na terceira, Clarissa Vaughn (Maryl Streep) é uma mulher na Nova York moderna que dá uma festa para o escritor Richard (Ed Harris), um amigo e ex-amante que está morrendo.

 

Livros

ORLANDO

de Virginia Woolf (2003 Editora Nova Fronteira).

O mais popular livro de Virgínia Woolf, "Orlando" é uma biografia fantástica de um nobre inglês nascido no século XVI que se transforma em mulher e atravessa o tempo até chegar aos anos 20 do século XX. Orlando está constantemente em busca do amor e da arte. Através das aventuras e desventuras do personagem, Virgínia Woolf apresenta um panorama das transformações sofridas pela Inglaterra e traça divertidas comparações entre homens e mulheres, que acima de tudo servem para desenhar Orlando como um ser humano, independente do sexo. Traduzido por Cecília Meireles, nada perde-se do original.

MRS. DALLOWAY,

de Virginia Woolf (2003 Editora Nova Fronteira).

Através da percepção e da notação do que se passa em torno e dentro da personagem central (Clarissa Dalloway) Virginia Woolf, partindo da crise de um indivíduo, a autora aponta para a crise da classe a que este pertence, e, daí, para a da sociedade como um todo e numa analise mais profunda, como contrapartida, para a crise da representação literária.

AS HORAS

de Michael Cunningham (1999).

Inspirado no universo da escritora inglesa Virgínia Woolf (1882-1941), este extraordinário romance, ganhador do Pulitzer de 1999, flagra a vida de três mulheres em suas vidas e desilusões. Na primeira historia Londres, 1941. A mente de Virginia Woolf é assediada por vozes estranhas. O medo da loucura e uma dor de cabeça inumana eliminam qualquer prazer de sua existência. A genial escritora inglesa rabisca um bilhete de despedida e enche de pedras os bolsos do casaco e se deixa afundar nas águas frias de um rio. As outras historias também mostram mulheres tentando se inserir no mundo "normal" e de afastar a presença constante da loucura e da morte.

N Ã O      P E R C A     S E U    T E M P O

Com o filme homônimo de 1992 também baseado no texto da Virginia Woolf: ORLANDO.

Leia as outras colunas:

 

Festas de fim de ano! Empolgados? - Dezembro
Fique de olho nos políticos - Novembro
Do que orlando me disse - Outubro
Filmes para adultos de qualidade - Setembro
Micaretas e picaretas - Agosto
Lula e seu partido trapalhão - Julho
Um filme de Woody Allen com cara de Woody Allen - Junho
Jovens e a nova revolução - Maio
Big Mac e RAP. Indigestão à vista - Abril
Ninguém agüenta mais pagar impostos! Por quê? - Março
Informação! O maior problema do Século XXI - Fevereiro
Retrospectiva! 2004 finalmente acabou - Janeiro
 
2004
A verdade ao longo da história - Dezembro / 2004
Cinema! Preguiçoso ou genial? - Novembro / 2004
Os condomínios fechados e os políticos - Outubro / 2004
Clássico de roupa nova - Setembro / 2004
Sexo ainda vende! e muito - Agosto / 2004
Papo cabeça - Início - Julho / 2004