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Falando sobre o peso da
carga tributária brasileira vou correr o risco de ser repetitivo, mesmo
assim vou arriscar, pois se todos estão falando nisso, é porque “onde há
fumaça há fogo”.
No entanto não vou me apegar ao que todo mundo sabe:
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A carga tributária subiu
mais de um ponto percentual em 2004 chegando a 37% do PIB, ou seja, de
tudo o que o país produz.
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Os serviços que voltam
para o contribuinte são de péssima qualidade e custam, para o governo,
mais caro do que na iniciativa privada.
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A corrupção come boa
fatia do bolo.
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É inaceitável um governo
arrecadar tanto para pagar as despesas com pessoal que trabalha para
manter esse governo funcionando. É verdade que isso mudou, mas só um
pouco, com a lei da responsabilidade fiscal.
Como disse anteriormente,
não quero ficar no que todo mundo está cansado de saber, quero saber por
que ninguém faz nada.
O que mais me revolta é a
classe intelectual e artística. No passado, quem iniciou e comandou os
levantes contra governos corruptos, impérios tiranos e reis gananciosos
foram eles, os intelectuais e os artistas.
É tão escandaloso o
número de tributos que o governo confisca das pessoas físicas e
jurídicas desse país que quero entender por que os formadores de opinião
(imprensa, artistas e grandes empresários) ficam calados. Por quê?
Essa é fácil! Porque
recebem incentivos fiscais. É simples entender: eles não reclamam porque
não pagam! Quase toda a produção artística relevante no país é
subsidiada pelo governo, através de leis como a Rouanet, entre tantas
outras, federais, estaduais e municipais. Leis que permitem ao artista
descontar quase cem por cento do investimento em sua obra do imposto
devido pelas empresas patrocinadoras. Sem falar no que pode voltar, por
fora é claro, direto para o “caixa 2” das mesmas.
Quem realmente paga
imposto é aquele que não pode fazer nada, que não tem voz ativa na
sociedade, trabalha muito e, no fim do mês, o governo confisca 40% de
tudo para pagar salários e desvios de verba dessa gigantesca máquina de
desperdiçar dinheiro que é o governo.
Para quem paga, só resta
uma saída, sonegar, o que é crime, mas que no Brasil compensa. As
empresas, de qualquer setor, trocaram o jargão “liberdade ou morte” dos
tempos do império pelo “sonegar ou morte”.
Vou começar uma campanha
de fundo político, a não ser que o governo crie uma Lei especial de
incentivo à minha conta bancária, que se baseia numa simples ação: não
escute nem respeite qualquer político ou candidato que não falar em
redução de impostos. Sei que muitos deles vão usar isso de forma
populista, mas já é um bom começo.
“No meu governo, vou
desenvolver mercados e criar empregos...” Jogue tomates nele, ele só vai
gastar mais dinheiro com empresários amiguinhos. “Vou construir, pontes,
estradas, creches e escolas” Jogue ovos nele, para fazer tudo isso vai
gastar dez vezes mais pelas obras e pagar um monte de comissão para
políticos e empresários corruptos. “Vou incentivar as pequenas empresas,
a agricultura e as exportações”. Jogue ovos podres nele, ele só vai
gastar mais. “Vou acabar com a fome, com as doenças, aumentar salários,
melhorar a previdência, a saúde e a educação...” É impossível fazer
qualquer uma das promessas. Não jogue nada nele, vire as costas e vá
embora. E lembre-se não escute nada que não seja: “MENOS IMPOSTOS”. |
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Menina de ouro, de Clint
Eastwood. (Million Dollar Babe, EUA - 2004). Vencedor dos mais
importantes Oscars deste ano, como melhor filme, diretor e Atriz. O
treinador de boxe Frankie Dunn (Clint), estremamente fechado, está
distante da filha há muito tempo. Chega em sua academia a jovem Maggie
Fitzgerald (Hilary Swank), que está determinada a ser treinada a ponto
de se tornar uma boxeadora profissional. Frank é o escolhido para isso,
contra sua vontade. Durante os treinos, os dois encontram mais do que
amizade, um sentimento familiar perdido há anos. Direção precisa e
madura de Eastwood, que faz aqui seu melhor filme como ator, diretor e
músico. |
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