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PAPO CABEÇA
por Cacá Fernandes
Coluna Mensal num pequeno jornal
de Arujá, que circula nos condomínios da Região. Podendo discutir
qualquer tipo de assunto, o lema é liberdade de expressão e sempre tive liberdade para escrever o que me viesse a cabeça.
JUNHO
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Novamente um filme de
Woody Allen com cara de Woody Allen |
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Numa “coincidência
mercadológica” provavelmente meticulosamente calculada pelos marketeiros
responsáveis pelos lançamentos de Woody Allen no país, seu novo filme
(no Brasil) MELINDA E MELINDA (descrito abaixo) chega as salas de cinema
exatamente ao mesmo tempo que o novo filme dele (no mundo) MACHT POINT
estréia, com grande sucesso de crítica, ao festival de Cannes na França.
O que nos faz lembrar daqueles tempos em que tínhamos que esperar anos
para ver os filmes que eram lançados no circuito internacional, e que
muitas vezes nem chegavam ou saiam direto em VHS ou pior, dublado direto
para a televisão.
Mas não vamos falar do mercado cinematográfico e sim de cinema da melhor
qualidade que é o que Woody Allen sabe fazer como poucos diretores ainda
vivos.
A crítica especializada não se empolgava com algum filme dele desde
“Poderosa Afrodite” de 1995, ou seja, uma década de críticas negativas,
onde o lugar comum era que ele estava se repetindo e que os novos filmes
não estavam a altura de clássicos como “Annie Hall”, “Manhattan” ou
“Hannah e suas irmãs”.
Mas o problema aqui não é falta de qualidade
dos novos filmes e sim a genialidade desses clássicos. Só para se ter
uma idéia Woody recebeu entre indicações e outros prêmios: 6 indicações
ao Oscar de Melhor Diretor, pelos filmes: Annie Hall (1977), Interiores
(1978), Broadway Danny Rose (1984), Hannah e Suas Irmãs (1986), Crimes e
Pecados (1989) e Tiros na Broadway (1994). Ganhou em 1977 por Annie
Hall.
Recebeu 13 indicações ao
Oscar de Melhor Roteiro Original e ganhou em 1977 por “Annie Hall” e em
1986 por “Hannah...”. Mais 3 indicações ao Globo de Ouro de Melhor
Diretor, 4 indicações ao Globo de Ouro de Melhor Roteiro, vencendo em
1985 pelo “A rosa púrpura do Cairo”. Entre o BAFTA, Veneza, Berlim,
Cannes, entre muitos outros festivais, acumulou mais de 600 Prêmios, Só
“Annie Hall” Faturou mais de 80 Prêmios entre eles 04 Oscar´s (Melhor
Filme, Diretor, Atriz e Roteiro). Fica muito dificil para qualquer filme
de hoje igualar o desempenho de crítica e público desses filmes.
MACHT POINT, o novo filme
do diretor, que estreou em Cannes mês passado, arrancou, pela primeira
vez em décadas, elogios rasgados da crítica e foi ovacionado pelo
público que pode assistir a sessão. Mas esse filme só deve chegar ao
Brasil ano que vem.
Assim vamos falar de MELINDA E MELINDA, que
você já pode conferir em algumas salas de São Paulo. O filme conta a
história de Melinda, representada pela Australiana Radha Michell que
além de ótima está linda no papel, de dois prismas diferentes: o da
comédia e o da tragédia. Tentando decifrar os segredos da experiência
humana em cada situação. Lá pelo meio do filme você só consegue
distinguir o que é comédia do que é tragédia porque os atores que
contracenam com Melinda são diferentes. Com destaque para Will Ferrell
na parte cômica. O Roteiro não tem nenhuma reviravolta mirabolante, mas
é ai que está a graça, você vai ver um autêntico Woody Allen, com
personagens neuróticos e engraçados em situações constrangedoras e
trágicas. Mesmo sabendo o que vai ver é impossível segurar a risada e
algumas gargalhadas.
Não é o melhor filme dele, mas lembre-se que
um filme médio de Woody Allen é melhor do que o melhor filme de muitos
diretores que andam fazendo sucesso por ai. Boa Sessão. |
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Filmes MELINDA E MELINDA
(Melinda
And Melinda, EUA, 2004).
O filme trabalha duas histórias diferentes para
uma mesma personagem, uma bela e perturbada Melinda (Radha Mitchell).
Sempre trabalhando com o trágico ou com o cômico, a protagonista invade
a vida de dois casais, provocando crises e acendendo paixões. Mesmo não
sendo o melhor Woody Allen, continua sendo um ótimo filme. |
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Filmografia |
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MATCH POINT (Inédito no Brasil, EUA, 2005)
MELINDA E MELINDA (Melinda and Melinda, EUA, 2004)
IGUAL A TUDO NA VIDA (Anything Else, EUA, 2003)
DIRIGINDO NO ESCURO (Hollywood Ending, EUA, 2002)
O ESCORPIÃO DE JADE (The Curse of the Jade Scorpion, EUA, 2001)
COMPANY MAN (Company Man, EUA, 2000)
TRAPACEIROS (Small Time Crooks, EUA, 2000)
CYBER WORLD (Cyber World, EUA, 2000)
JUNTANDO OS PEDAÇOS (Picking Up The Pieces, EUA, 2000)
POUCAS E BOAS (Sweet and Lowdown, EUA, 1999)
FORMIGUINHAZ (Antz, EUA, 1998)
CELEBRIDADES (Celebrity, 1998)
OS IMPOSTORES (The Impostors, EUA, 1998)
DESCONSTRUINDO HARRY (Deconstructing Harry, EUA, 1997)
TODOS DIZEM EU TE AMO (Everyone Says I Love You, EUA, 1996)
PODEROSA AFRODITE (Mighty Aphrodite, EUA, 1995)
TIROS NA BRAODWAY (Bullets Over Broadway, EUA, 1994)
UM MISTERIOSO ASSASSINATO EM MANHATTAN (EUA, 1993)
MARIDOS E ESPOSAS (Husbands and Wives, EUA, 1992)
NEBLINA E SOMBRAS (Shadows and Fog, EUA, 1992)
CRIMES E PECADOS (Crimes and Misdemeanors, EUA, 1989)
CONTOS DE NOVA YORK (New York Stories, EUA, 1989)
A OUTRA (Another woman, EUA, 1988)
SETEMBRO ( September, EUA, 1987)
A ERA DO RÁDIO (Radio Days, EUA, 1987)
HANNAH E SUAS IRMÃS (Hannah and her sisters, EUA, 1986)
A ROSA PÚRPURA DO CAIRO (The Purple Rose of Cairo, EUA, 1985)
BROADWAY DANNY ROSE (Broadway Danny Rose, EUA, 1984)
ZELIG (Zelig, EUA, 1983)
SONHOS ERÓTICOS NUMA NOITE DE VERÃO (EUA, 1982)
MEMÓRIAS (Stardust Memories, EUA, 1980)
MANHATTAN (1979)
NOIVO NEURÓTICO, NOIVA NERVOSA (Annie Hall, EUA, 1977)
TESTA-DE-FERRO POR ACASO (The Front, EUA, 1976)
A ÚLTIMA NOITE DE BORIS GRUSHENKO (Love and Death, EUA, 1975)
O DORMINHOCO (Sleeper, EUA, 1973)
SONHOS DE UM SEDUTOR (Play It Again, Sam/Aspirins for Three,EUA,1972)
TUDO O QUE VOCÊ SEMPRE QUIS SABER SOBRE SEXO (EUA, 1972)
BANANAS (Bananas, EUA, 1971)
UM ASSALTANTE BEM TRAPALHÃO (Take the Money and Run, EUA, 1969)
WHAT'S UP, TIGER LILY? (What's Up, Tiger Lily?, EUA, 1966) |
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| Livros |
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Gente de Cinema: Woody Allen, de
Neusa Barbosa (Editora Papagaio, R$
30,00).
Perfil recheado com informações inéditas sobre sua vida e
carreira. Ao longo de 18 capítulos a autora apresenta novas revelações
sobre o diretor, conta detalhes sobre seus filmes cuja marca é um olhar
sedutor e irônico sobre a América, aborda o escândalo Mia Farrow,
destaca a importância das personagens femininas, o cuidado na escolha
das trilhas sonoras e publica uma entrevista inédita feita em Cannes em
2002.
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N Ã O
P E R C A S E U T E M P O
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Com os dramas de
Woody Allen, o biscoito fino está mesmo nas comédias, nem com as
imitações dele que pipocam por ai. |
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