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Sei que alguns leitores vão
reclamar, como sempre, da “ousadia” de eu defender um prêmio como o
“Oscar” que já está na sua 77a. Edição e que publicou a lista dos
indicados (veja lista aqui) em Janeiro. O Prêmio será entregue numa
daquelas intermináveis madrugadas no domingo dia 27 de fevereiro.
Mas não vim falar do Prêmio
e sim da importância maior que, hoje, eles ganharam. Uma importância
didática, se é que podemos chamar assim, isso acontece, pois nunca
tivemos tanta informação: tantos livros, filmes, curta-metragens,
revistas, jornais, programas de tv e rádio, internet, celular, enfim
tanta informação, e principalmente o aumento do acesso a essa
informação.
O Problema está na difícil
tarefa de separar o que é informação séria e útil do que é lixo de
informação. Esse é o Papel que eu acho que esses prêmios podem ocupar.
Sei que alguns intelectuais devem estar se mordendo de raiva. Mas o fato
é que apesar de os filmes premiados e até os indicados não serem obras
primas da sétima arte. Estão bem acima da média dos filmes que chegam as
salas de cinema.
Sei que não deveria defender
uma tese do tipo “Dos males o menor”. Mas não é só isso, realmente acho
que os prêmios e as indicações estão mais sérios e têm até acertado de
vez em quando, como por exemplo, no ano passado deram prêmios ao
excelente trabalho de Sean Penn em “Sobre meninos e lobos” que concorria
com Bill Murray perfeito em “Encontros e Desencontros” de Sofia Coppola
que acabou levando o prêmio de melhor roteiro original. Acertos
incontestáveis.
Um filme como Titanic, hoje,
não ganharia tudo como ganhou em 1997. “Coração Valente” não daria a Mel
Gibson os prêmios de melhor filme e diretor como em 1995.
Eu sei que ano Passado “Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei” a parte
final da trilogia de J.R.R. TOLKIEN ganhou 11 estatuetas mas quase todas
técnicas e merecidas, afinal é inegável a qualidade cinematográfica do
filme.
Isso não ocorre só com o
cinema e sim com todas as áreas como literatura, teatro, artes
plásticas, dança, música, entre outras. Na internet é incrível a
quantidade de informação, o problema está exatamente em separar “o joio
do trigo”. Existe uma enciclopédia (Wikipedia) em que qualquer um pode
dizer qualquer coisa sobre qualquer assunto, o sistema funciona na
esperança de alguém corrigir o verbete se estiver errado. Isso é que e
informação de qualidade?
Enfim, acho que esse tipo de
prêmio pode ajudar as pessoas a separar o que é bom do que é lixo, e a
quantidade de lixo, não de informação é que vem aumentando a cada dia.
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Budapeste
Chico Buarque
Editora Cia das Letras, 176 Páginas - R$
25,00
Já que estamos falando de prêmios, porque não indicar o ganhador
como Livro do ano na categoria Ficção do Prêmio Jabuti 2004, mais
importante prêmio do Brasil. Budapeste conta a história de um ghost-writer. Um romance do "duplo" e de muita erudição, tão popular na
literatura européia do século XIX e XX. |
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