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PAPO CABEÇA
por Cacá Fernandes
Coluna Mensal num pequeno jornal
de Arujá, que circula nos condomínios da Região. Podendo discutir
qualquer tipo de assunto, o lema é liberdade de expressão e sempre tive liberdade para escrever o que me viesse a cabeça.
DEZEMBRO - 2004
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Verdade ao longo da
história. |
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As Palavras, através dos
tempos, com o avanço ou retrocesso do processo cultural dos povos, sofre
sérias mutações de significados.
Entre os povos primitivos a
palavra “Verdade” tinha por significado o conceito de “coesão”, de
“pertinência”. Estar na verdade era “ser um de nós”, era obedecer a
certas normas comportamentais, a certas atitudes que caracterizavam a
comunidade, a tribo. Ao contrário, a “mentira” era o “alheio”, o
“estranho”, o “de fora”, o “outro”.
Enquanto que na Grécia
antiga, a prática do “Teatro” introduzia em suas peças a “verdade” como
transcendência, sobrepujando o conceito de identidade social e, o
projeto socrático lançava as bases da filosofia (como amor ao
conhecimento), já existia um povo que distante do contato com os gregos,
numa trajetória própria e sem similares, já haviam superado a ilusão da
verdade comunitária e aprendido a viver na busca e na obediência da
ordem invisível, cósmica. É o povo da lei, a lei mosaica.
Quatro séculos após as
pesquisas socráticas, a história do povo judeu repete o drama de
Sócrates. Desse povo emerge um novo salto de consciência, não como
descoberta, mas como “nascimento”. Não um sentimento exclusivo da alma
de um indivíduo, mas a todo mundo físico.
O Teatro Grego, a filosofia,
a lei mosaica e o nascimento de N.S. Jesus Cristo são de fato os quatro
maiores momentos da história da humanidade, havendo entre elas uma
convergência tão patente que recusá-la seria negar a própria base de
nossas vidas. A partir de então, desde a ciência, passando pela moral,
pelo direito, pela liberdade, pela dignidade, por tudo enfim, essa
verdade é para nós fundada no reconhecimento de uma “verdade universal”
que transcende as pretensões comunitárias e jamais é conhecida por
completo. Nessa “verdade” que ilumina a terra inteira como o Logos
encarnado é que vivemos, nos morremos e somos. N.S. Jesus Cristo já não
é só o porta voz da ordem divina. Ele é a própria ordem divina, sendo
que daí por diante, nenhuma sociedade historicamente conhecida terá mais
o direito de emanar per si a verdade.
Mas eis que, passados dois
mil anos do nascimento de N.S. Jesus Cristo, voltamos à vivência tribal
da verdade como consenso, como nós contra eles, como vontade geral:
Queremos Barrabas! Queremos Barrabas! Queremos Barrabas! Carl Schimtt, o
ideólogo do Nazismo chama isto de Política.
Então neste Natal e em todos que virão devemos fazer uma única prece:
“Senhor, por cima de todos
os consensos, concede-nos o dom de buscar, amar e obedecer a tua
verdade”. (Baseado em
Texto de Olavo de Carvalho) |
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Cinema |
Papai Noel às avessas, Terry zwigoff.
(Bad Santa, EUA/Alemanha - 2003). Estréia prevista para 10 de dezembro.
Esse filme fez sucesso em Cannes (na mostra paralela) e na mostra
internacional de São Paulo. Politicamente incorreto, Willie é um ladrão
alcoólatra e mulherengo que, ao lado do parceiro Marcus, se especializou
em um golpe atípico: todo ano, eles se empregam em uma grande loja de
departamentos como Papai Noel e seu assistente elfo (Marcus é anão) e
aproveitam o acesso ao estabelecimento para roubá-lo na véspera do
Natal. O problema é que Willie está se tornando cada vez mais instável
(para desespero de seu comparsa), criando uma série de confusões que
levam o gerente da loja (vivido por John Ritter, em seu último papel no
cinema) a prestar atenção redobrada em suas ações. As confusões, no
caso, dizem respeito à insistência de Willie em transar com clientes nos
provadores localizados no setor de roupas para mulheres obesas e, é
claro, ao seu hábito de trabalhar bêbado. |
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| Livros |
Anjos e Demônios, de Dan Brown -
Editora Sextante - R$30,00 (2004). Antes de decifrar ´O Código Da
Vinci´, Robert Langdon, o famoso professor de simbologia de Harvard,
vive sua primeira aventura. Às vésperas do conclave que vai eleger o
novo Papa, Langdon é chamado às pressas para analisar um misterioso
símbolo marcado a fogo no peito de um físico assassinado em um grande
centro de pesquisas na Suíça. Ele descobre indícios de algo
inimaginável: a assinatura macabra no corpo da vítima, é dos Illuminati,
uma poderosa fraternidade considerada extinta há quatrocentos anos. A
antiga sociedade ressurgiu disposta a levar a cabo a lendária vingança
contra a Igreja Católica, seu inimigo mais odiado. Ameaça explodir a
Cidade do Vaticano e matar os quatro cardeais mais cotados para a
sucessão papal. Correndo contra o tempo, Langdon e Vittoria Vetra, uma
bela cientista italiana se envolvem numa caçada frenética por criptas,
igrejas e catedrais, os dois desvendam enigmas e seguem uma trilha que
pode levar ao covil dos Illuminati - um refúgio secreto onde está a
única esperança de salvação da Igreja nesta guerra entre ciência e
religião. |
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Mulheres, de Cacá Fernandes - Editora K2 - R$25,00 (2004).
Passando longe da ética, vou indicar nessa coluna meu segundo livro, que
narra a história de Karl, único personagem masculino do livro, engolido
pelo mundo complicado de uma família muito poderosa e só de mulheres. O
romance nos leva a um passeio pela noite de São Paulo e pelo mundo dos
ricos e famosos, além da tentativa de desvendar o tão misterioso mundo
feminino. Em 2000 “Invisíveis” foi publicado. Ficção científica que
discute novas tecnologias, seu impacto na sociedade e a falta de
privacidade dos indivíduos no ano de 2050.
Compre este livro na internet:
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N Ã O
P E R C A S E U T E M P O
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Com nenhum dos filmes natalinos que infestam a
programação da Telinha nessa época de ano. Todos eles, sem exceção, são
insuportáveis. Cheios de boas intenções e do mais nojento e
politicamente correto espírito Natalino. As crianças e as músicas são
uma irritação à parte |
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